Testes de intrusão: entenda como funciona

Tudo que pode envolver algum tipo de perigo precisa ser testado para tentar reduzir qualquer dano ao consumidor. Neste texto, você vai entender como funciona e quais as etapas do Teste de Intrusão, quais são os tipos de Pentest e se é realmente seguro realizar esse teste.

Segurança é fator fundamental no desenvolvimento de muitos produtos e serviços. Tudo que pode envolver algum tipo de perigo precisa ser devidamente testado para tentar encontrar a melhor forma de reduzir qualquer tipo de dano ao usuário/consumidor. Essa é a lógica que move a indústria automotiva, que há décadas sabe que realizar o famoso crash test é uma das formas mais eficientes de descobrir quais detalhes necessitam de alteração em um projeto para que o veículo seja o mais seguro possível.

E não são apenas os carros que passam por esse tipo de análise. Com certeza você já ouviu falar do INMETRO e seus testes de produtos. Eles também servem para aferir o grau de periculosidade e resistência de inúmeros bens de consumo que adquirimos diariamente.

Com tecnologia da informação a lógica não é nem um pouco diferente. É possível efetuar testes para saber qual é o nível da segurança informacional adotado em uma empresa. Esse procedimento é conhecido como PenTest ou Teste de Intrusão. Nesse tipo de teste, uma equipe especializada faz o papel dos cibercriminosos e elabora meios de acessar e obter informações empresariais, auxiliando na descoberta de falhas de segurança.

Veja abaixo mais informações sobre o Teste de Intrusão e descubra porque ele é tão fundamental para a saúde da sua empresa quanto o crash test de um carro é para a sua vida!

O conceito de Ethical Hacking

Os testes de intrusão são fundamentados sobre o conceito de Ethical Hacking. Nesse segmento profissional, especialistas em segurança digital utilizam a sua expertise para realizar o papel do Hacker, ou seja, ele se coloca no papel de um cibercriminoso e usa suas habilidades para fazer um “hack do bem”, no qual o único objetivo é auxiliar a empresa na melhoria de seus processos de segurança da informação e na otimização de suas políticas internas para evitar crimes cibernéticos.

O surgimento do Ethical Hacking abriu novas perspectivas para as empresas, que passaram a contar com algo muito importante para se municiar contra os crimes virtuais: a possibilidade de testar a sua força de segurança em um teste seguro e sem más intenções. Atualmente, muitas empresas dos mais variados setores e portes realizam Pentests com frequência para verificar sua atual capacidade de proteção.

Como funciona o Teste de Intrusão?

Um teste de intrusão é dividido em etapas.

Fase de reconhecimento

Na primeira etapa os Pentesters, que são os profissionais que realizam o procedimento, analisam o máximo de informações sobre a empresa. São levadas em consideração inúmeras informações possíveis, algo que os criminosos também realizam antes de efetuar qualquer tipo de ataque.

Fase de varredura

Momento de analisar tudo o que está presente na rede, quais IPs são utilizados, quais são os servidores operantes, os sistemas utilizados, etc. Nessa etapa a equipe se inteira sobre toda a infraestrutura tecnológica da empresa que está passando pela análise.

Fase de obtenção de acesso e exploração

A partir dessa etapa, os profissionais analisam cada item e buscam as vulnerabilidades. Utilizando de técnicas que são comuns entre os grupos de hackers, eles tentam identificar todas as fragilidades, falhas e acessos.

Fase de Obtenção de Evidências e Reporte

Todas as falhas e fragilidades detectadas durante a análise são computadas pela equipe. Essas informações são base de um relatório analítico completo no qual são apresentados todos os pontos que merecem atenção e quais são os desdobramentos que essas vulnerabilidades podem causar para a empresa.

Vale ressaltar que, o Pentester apenas analisa e aponta os erros e suas possíveis consequências, porém, a decisão de ajustá-los fica a cargo da empresa.

Tipos de Teste de Intromissão

Existem dois tipos mais comuns de Pentest, são eles.

Whitebox

Nos testes conhecidos como Whitebox, a equipe que irá realizar o teste conhece a infraestrutura que deve ser analisada, inclusive alguns detalhes importantes como os firewalls, os ranges de IPs e muito mais. Como os PenTesters conhecem todos os detalhes, as chances de que algo passe sem a devida análise é muito menor.

Nos testes Whitebox o foco é na identificação das fragilidades, uma vez que os auditores já conhecem a infraestrutura da empresa, por essa razão ele é ótimo para identificar qual tipo de problema pode surgir internamente, ou seja, ele foca em analisar os pontos vulneráveis e compreender como alguém que conhece bem a empresa pode se aproveitar dessas brechas para ter acesso às informações confidenciais ou realizar um roubo ou sequestro de dados.

Blackbox

Diferente do Whitebox, nos testes Blackbox o número de informações que os auditores possuem é muito baixo. É gasto muito mais tempo na fase de análise e varredura, assim é possível emular todo o trabalho feito pelos cibercriminosos para descobrir mais sobre a empresa. Esse tipo de teste é mais utilizado para compreender quais os efeitos de um ataque arquitetado externamente e que não conta com pessoas que conhecem o modus operandi da empresa e todas as suas características.

É seguro realizar um teste de intrusão?

Muitos gestores da área de tecnologia ainda mantém um pé atrás em relação aos testes de intrusão, afinal, trata-se de abrir toda a estrutura para pessoas fazerem uma varredura completa nas informações e processos. A resposta mais adequada para a pergunta do título é: sim, desde que seja feita por uma empresa certificada para esse tipo de serviço.

Existem cursos e certificados específicos para Ethical Hacking, o que demonstra que se trata de uma atividade séria e que está em pleno desenvolvimento no mercado. No momento de decidir pela realização de um PenTest, certifique-se de procurar profissionais capacitados e que possuam as habilidades necessárias para que o teste seja realizado de forma precisa e eficaz.

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Atualmente os riscos de cibercrime são reais e atingem empresas dos mais diferentes portes, sendo que os alvos preferidos são as PMEs, exatamente por serem organizações com uma estrutura mais modesta e que, teoricamente, representam um desafio menor para os grupos criminosos. Se resguardar contra ataques virtuais é algo fundamental para manter os negócios em pleno funcionamento e sem riscos de um grande prejuízo financeiro ou de reputação.

Não deixe de considerar os testes de intrusão como um procedimento valioso para ampliar ainda mais a segurança dos seus dados!

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